quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

CONVERSAS DE JARDINEIROS - Frutíferas em Vasos



Jabuticabeira produzindo
Detalhe da jabuticabeira
Mesmo vivendo nas cidades, em casas que não possuem terrenos muito grandes, ainda assim podemos usufruir a alegria de colher frutas no pé.
Acerola
A satisfação pode começar muito antes, quando depositamos uma sementinha em um recipiente e aguardamos a germinação. Daí, podem-se acompanhar todos os passos, desde o transplante da muda crescidinha, para um recipiente maior, o cuidado diário com regas, adubações, limpezas, observar surgirem os botões que se abrem em flor, ver o frutinho surgir e desenvolver-se até a colheita.
Jambolão
Tenho feito essa experiência há algum tempo e os resultados já me encantam e aos meus visitantes: amigos, parentes e passarinhos.  Todo mês de junho, faço meu delicioso quentão de laranjinha kinkan com frutas colhidas no meu jardim. Já colhi pitangas, amoras e acerolas e este ano minha jabuticabeira produziu tanto que chegou a sobrar no pé.
Maçaramduba
Araçauama
Cagaita
É claro que algumas espécies, principalmente aquelas cujas árvores  e frutos são menores, adaptam-se melhor em vasos, do que as que são muito grandes como os abacateiros, os pés de conde e os ingazeiros, por exemplo.
Agora que tomei gosto, tenho trazido sementes das viagens, especialmente de frutas que são nativas do cerrado. Estou experimentando cagaita, maçaranduba, araçauama e rubatão. Este último, uma mudinha trazida de presente do nordeste pela minha grande amiga e comadre Dayze Magalhães, está sendo um desafio. O pezinho veio bonito, mas mesmo com todos os cuidados não tem se desenvolvido e não está com a aparência boa. É claro algumas espécies não se adaptam e perder uma ou outra é natural.
Sei que há casos de pessoas que, não possuindo um jardim, ou quintal, cultivam suas frutinhas até em varandas de apartamentos. É assim mesmo. Quando tomamos gosto por uma atividade damos um jeito de viabilizar. Esses pequenos prazeres costumam  tornar o nosso dia a dia mais especial. 
Mangueira

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

COMIDINHAS DE NATAL - Pato com Arroz

Chega a época do Natal e os costumes e tradições de família renascem com mais força em nosso cotidiano. É  quando paramos um pouco, em nossa correria diária para nos encontramos e desfrutarmos a companhia de familiares e amigos. São mais frequentes os momentos em que nos sentamos em torno da mesa para colocar nossos assuntos em dia e matar as saudades que as distâncias e a falta de tempo nos impõem no dia a dia.
Nada melhor do que celebrar com aquelas comidinhas que a mães, avós e tias faziam, também mantendo costumes e tradições que aprenderam com seus antepassados.
Somos uma família de mineiros de origem portuguesa  e muito do que comemos ainda guarda traços fortes dessa herança.  
Minha amiga Sylvia Schettine, que não vejo há muitos anos, mas que guardo no peito com carinho, e a quem tenho enorme gratidão, falou-me recentemente por intermédio do facebook, que não esquece o meu pato com arroz. Esse é um daqueles pratos que geralmente preparamos quando a família está reunida. Existem várias versões da receita e hoje vou mostrar como faço o meu.

PATO COM ARROZ


Pato com Arroz bem soltinho

INGREDIENTES:
- Um pato limpo e picado, com cerca de 1,8 quilos;
- Duas xícaras das de chá de arroz.
- Cinco colheres das de sopa, de alho triturado na hora;
- Duas  colheres  das de sopa, de sal;
- Duas colheres das de sopa, de caldo de limão;
- Duas folhas de louro;
- Quatro colheres das de sopa, de óleo;
- Cheiro verde, salsinha e cebolinha a gosto;
- Duas colheres das de sopa, de azeite de oliva;
- Água, o quanto baste para tornar a ave bem macia.

MODO DE PREPARO 
As partes nobres devem ser coradas no forno
Lavam-se bem os pedaços do pato, passando-os por uma água bem quente. Depois se acrescentam os temperos, (sal alho, louro, limão) reservando uma colher do alho triturado. Deixa-se marinar por duas horas. A seguir, colocam-se duas colheres do óleo em uma panela de pressão grande, deixando-o aquecer e adicionam-se os pedaços da ave. Mexe-se devagar e delicadamente, para que a carne seja refogada. Quando o caldo começa a secar, pinga-se água, cerca de uma xícara das de café por vez. Esse processo deve ser mantido até que a carne esteja bem dourada. Finda essa etapa, acrescenta-se mais água, cerca de quatro xícaras das de chá e fecha-se a panela de pressão, deixando cozinhar por vinte minutos, ou até que a carne esteja bem macia.  Depois separam-se  as partes nobres da ave,  (peito, coxas e sobrecoxas), desossando-as e levando-as as carnes ao forno com uma concha do caldo, até que fiquem bem coradas. O restante também deve ser separado dos ossos, desprezando os ossos e mantendo as carnes junto ao caldo.
À parte, em uma panela de boca larga, doura-se uma colher de alho em duas colheres de óleo e refoga-se o arroz, por cerca de cinco minutos. Acrescenta-se o caldo bem quente, tampa-se a panela até que o caldo seque e o arroz esteja cozido, porém al dente.
Coloca-se o arroz em uma travessa, dispondo em cima os pedaços que foram corados no forno. Salpica-se cheiro verde e espalham-se fios de azeite.
Segundo o costume de minha família, o pato com arroz deve ser servido acompanhado de feijão vermelho refogado com bastante alho, couve picada bem fininha e vinagrete.

Obs.: Como vivo tentando comer mais saudavelmente e, sendo o pato uma ave muito gordurosa, retiro parte da pele, (como a do pescoço e do peito) e toda a gordura aparente, se houver. 

domingo, 18 de dezembro de 2016

NATAL 2016 - Inovação e Simplicidade

Ainda com o propósito de brincar um pouco e ter mais leveza em tudo, neste ano resolvi mudar  bem a decoração de Natal.


Com o presépio mantive a tradição, utilizei os santinhos de argila e confeccionei o cenário com pedras e musgos, inspirada em lindos presépios que visitei em Mucugê (Ba), na Capada Diamantina, em janeiro deste ano. 
Para a área externa, mantive a guirlanda de porta, desta vez adotando um modelo bem simplificado feito com laços de fita dourada e alguns poucos enfeites.
Meu fiel ajudante com as
lanternas prontas
No jardim, dispensei as tradicionais luzinhas, substituindo-as por lanternas de bambu com velas. Achei que combinariam melhor com a proposta da árvore de Natal.
Começando o corte dos bambus


Nesta sim, inovei bastante. Ao invés de utilizar os modelos tradicionais de pinheiros decorados, mandei fazer uma estrutura em bambu e confeccionei a “árvore” com retalhos e tiras de tecidos. 
A árvores de retalhos
Flores
Corações
Passarinhos,

Compus os enfeites com o mesmo material, fazendo estrelas, passarinhos, corações, folhas, flores e outros badulaquezinhos.

Embora tenha ficado bastante singela, gostei do resultado. Tem tudo a ver com o momento que estou atravessando e com a proposta de levar uma vida simples, porém com autenticidade e originalidade.