sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CLÁSSICOS DOS JARDINS TROPICAIS



CLÁSSICOS DOS  J A R D S  TROPICAIS  (FOLHAGENS)
  
Além das palmeiras, orquídeas e bromélias que não classifiquei como clássicos, mas como indispensáveis, agora apresento algumas espécies que são das que nunca saem de moda. Ou seja, são os “pretinhos básicos”  dos jardins tropicais. Separei-as em dois grupos: clássicos de folhagens e clássicos floridos. Seguem primeiramente, os que considero clássicos, no grupo das folhagens. Depois mostrarei os clássicos floridos.

Cica (sagu) -  Penso que a espécie mais clássica de todas, em jardins tropicais, é o sagu, ou cica. Essa é uma planta pré-histórica  de crescimento lento e que não apresenta floração. Porém tem uma folhagem tão exuberante que não precisa florir pra ser tão almejada. Tanto a cica macho quanto a fêmea são muito bonitas. Não é necessário possuir as duas no mesmo jardim, já que suas sementes não são fertilizadas. Essa espécie reproduz-se apenas por mudas. É, por isso e também por ter um crescimento lento, uma planta cara. Mas vale a pena investir em um ou mais exemplares, pois o sagu compõe jardins desde sempre e não sai de moda nunca. É de fácil manutenção, exigindo, às vezes, apenas a retirada das folhas velhas quando  amarelam. Precisa de sol pleno e de espaço, pois seu diâmetro, quando a planta atinge a idade adulta,  costuma atingir um metro e meio de largura.

Pleomele – Essa planta é relativamente nova no universo dos clássicos em jardins tropicais. Apareceu primeiramente, nos jardins projetados por Burle Max, que revolucionou o paisagismo no Brasil. Antes dele, praticamente todos os jardins elegantes se inspiravam nos jardins do Palácio de Versalhes na França. Depois de Burle Max, as espécies tropicais foram valorizadas e os jardins ganharam novas cores e formatos.  A pleomele é linda e surpreende pelo seu formato tortuoso, que vai se embelezando quanto mais o exemplar cresce. É uma espécie que praticamente não exige manutenção. Pode ser cultivada tanto a sol pleno como a meia sombra e não exige mais do que duas regas semanais. Fica também muito bonita quando plantada em vasos, mas para se adaptar em ambientes internos, precisa de bastante luz. A pleomele “variegata”, com folhagem listrada de verde e branco é mais vistosa. Mas a verde também é muito elegante.

Dracena Tricolor – Entre a imensa variedade de dracenas, considero a do tipo tricolor a mais clássica. Essa espécie é tão variada que depois pretendo fazer outro post, dedicado exclusivamente a mostrar algumas de suas variedades. A Dracena tricolor vem compondo jardins há várias décadas e continua tão utilizada ou até mais. É também uma espécie bastante resistente, tolera sol pleno, mas se adapta igualmente à meia sombra. Não apresenta floração, mas, como seu próprio nome indica, colore bastante o jardim com suas folhagens. Seu aspecto é escultural e dependendo da poda e da condução dos galhos, pode adquirir formatos muito interessantes. Para ficar bem vigorosa e colorida, precisa de sol pleno.
Nolina (Pata de elefante) – A Nolina é, além de tudo, uma planta nobre e rara, pois sua reprodução se dá apenas por sementes e essas são difíceis de encontrar. É, assim como o sagu, uma planta de crescimento demorado e que costuma custar caro. Toda a sua beleza está relacionada com o seu porte escultural.  As folhas são lanceoladas e pendentes e se dispõem  num tronco vigoroso que  se alarga na base, tal como uma pata de elefante, dando origem ao seu nome popular. Depois de alguns anos costuma alcançar um porte bastante elevado (chegando a atingir mais de 3 metros de altura) e produzir cachos esbranquiçados. Também é planta de sol. Tolera ser plantada em vasos e ficar dentro de casa, desde que com bastante luminosidade. Nesse caso, suas folhas costumam ficar ainda mais alongadas.
Esse lindo exemplar de Nolina (Pata de elefante)  está no jardim de minha vizinha Cida e foi plantado pela jardineira mãos de fada, Ana Maria do Carmo.
Aqui em Minas Gerais temos um famoso  e muito visitado conjunto de nolinas   que está no museu do Inhotim em Brumadinho, próximo a Belo Horizonte. 


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