Há muito
sonhava com esta viagem e a fiz de carro, como desejava. Saímos de Viçosa com
destino a Mucugê na Chapada Diamantina, Bahia. Viajávamos quatro pessoas, com
duas delas alternando a direção do veículo. Portanto, dessa vez, não tive sequer
a obrigação de ser copiloto e consultar placas, guaias e mapas. Viajei
confortavelmente no banco de trás e pude apreciar as estradas e seus entornos,
como gosto.
Percorremos
aproximadamente 1.500 km em dois dias, com parada em Montes Claros. Nessa cidade,
o calor era quase insuportável e chegamos a duvidar de nossa escolha por viajar
para a região, nesse período tão quente. Ficamos apreensivos se daríamos conta
de fazer trilhas e longas caminhadas, quase obrigatórias na Chapada, debaixo daquele
sol escaldante.
A viagem, por
si mesma, já é um atrativo. Acho lindo o norte de Minas e o sertão baiano. A
todo instante, os retratos tão magnificamente descritos por
Guimarães Rosa saltam aos nossos olhos. A vegetação típica do cerrado e da
caatinga, com resquícios de mata atlântica, a topografia plana e os montes em
forma de tabuleiro compõem, juntamente
com as veredas rodeadas de buritis, um cenário muito característico.
Veredas e Buritis |
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Torres de geração de energia eólica |
Já no estado
da Bahia, pouco depois da região de Tanhaçu, uma cidadezinha encravada no
sertão baiano e que fazia um calor insuportável, começamos a percorrer uma região
de serra e avistar enormes montanhas, muitas de pedras e com o característico
formato de tabuleiro. Ao contrário dos morros de Minas que são, no geral,
cobertos de vegetação e com o cume arredondado, os montes da Chapada Diamantina
são quase todos de pedra, com pouca vegetação na parte média e alta e possuem essa
configuração. Para a nossa alegria, o clima, depois de Ituaçu, uma simpática
cidadezinha toda arborizada com espécies frutíferas, foi se tornando mais ameno.
Saco de Bode |
Pequizeiro na estrada |
A Praça dos
Garimpeiros, a principal da cidade, estava toda decorada para o Natal e repleta de
turistas. Era um cenário animador.
Estávamos bastante cansados, mas felizes por
termos feito uma viagem sem qualquer intercorrência adversa. Ainda naquela
noite procuramos uma agência de turismo
e programamos nosso primeiro passeio para o dia seguinte.
No próximo
post contarei sobre as aventuras do nosso primeiro dia na Chapada diamantina,
um passeio para ficar para sempre na memória.
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Vista da Chapada Diamantina |
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