Muitos
pensam que o grupo das plantas epífitas, aquelas que vivem fixadas em tronco de
árvores, é constituído apenas por orquídeas e bromélias. Outros imaginam que elas sejam
parasitas. Ambas as impressões não são verdadeiras.
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Tronco repleto de orquídeas |
Epífitas,
no geral, não sugam a seiva das árvores onde se hospedam, utilizando-as apenas
para fixação e manutenção de suas raízes. No máximo, compartilham da umidade
presente nos troncos, por isso podem ser fixadas também em troncos e galhos
caídos, o que, por sinal provoca um efeito muito bonito no jardim.
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Tronco "caído" no jardim hospeda
bromélias e orquídeas |
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Orquídeas em Caquizeiro |
Utilizar árvores para fixar epífitas é um recurso interessante. Primeiramente porque é uma forma de enfeitar os troncos e de se obter cor e beleza, mesmo fora da época da floração das árvores. Depois, para quem conta com espaços reduzidos, é também uma opção adequada, já que um mesmo tronco pode abrigar plantas diferentes, inclusive de espécies variadas. As epífitas geralmente se adaptam bem em praticamente todas as árvores, exceto aquelas que soltam as cascas periodicamente. Elas se dão bem em troncos de aspectos rugosos como os da Escovinha de Garrafa e os das Dracenas, por exemplo.
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Em plena Caatinga, juazeiro repleto
de orquídeas |
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Ripsalis fixadas em limoeiro |
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Espetacular: chifre de veado em Escova de Garrafa |
Esse
recurso de fixar plantas em árvores, é bacana também porque confere ao jardim um aspecto bem natural,
aproximando-o da forma como as epífitas ocorrem na natureza, especialmente na Mata
Atlântica e no Cerrado. Até mesmo na
Caatinga já vi orquídeas ocorrendo naturalmente presas em árvores. Um fenômeno encantador.
Além
dessas e das bromélias, comumente mais utilizadas em troncos e árvores nos
jardins, também é possível cultivar cactáceas, suculentas e samambaias, entre outras. O
chifre de veado é um tipo de samambaia que fica especialmente bonito fixado em
árvores, mas, ao contrário dos cactos, prefere espaços mais sombreados.
Todas
elas conferem um aspecto exótico e inusitado, saindo um pouco do lugar-comum e
da armadilha de ter um jardim igual ao da grande maioria. E, além de tudo
trazem para bem pertinho um pouco do que se pode encontrar na magnífica
paisagem nativa do Brasil.
Muito bom
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